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Navio usado como local de tortura será alvo de protesto

O veleiro Esmeralda, navio-escola da Marinha chilena, que atracou no Porto do Rio de Janeiro, será alvo de um protesto promovido pelo Grupo Tortura Nunca Mais. O barco, usado como prisão depois do golpe que derrubou o presidente Salvador Allende, serviu como centro de tortura de presos políticos. Durante a viagem de seis meses com os formandos da Marinha, militantes de direitos humanos de diversos países protestaram contra a presença do Esmeralda.O Tortura Nunca Mais convocou simpatizantes do movimento a "participar de um ato de repúdio à presença de um dos principais símbolos das ações criminosas mais sinistras implementadas nos países irmãos do Cone Sul". O grupo quer que o Esmeralda seja transformado em "museu da memória da violência contra o povo chileno durante a ditadura militar".Com 315 pessoas a bordo, entre oficiais chilenos e estrangeiros e alunos, o Esmeralda ficará quatro dias no Rio. Comandante do navio-escola, o capitão de fragata José Miguel Romero Aguirre, depois de fazer uma pequena apresentação sobre o veleiro, disse que foi informado pelo cônsul chileno no Rio, Sergio Verdugo, sobre o protesto de amanhã. "As pessoas não conhecem a realidade do Chile", comentou.A manifestação será em frente ao consulado chileno. "Se for pacífica, eu desço e converso com os manifestantes. Mas nós, chilenos, olhamos para frente e não para trás. Sou contra o golpe no Chile, fui exonerado quando assumiu o governo militar, mas faz 30 anos. Os garotos que estão no navio não tinham nascido", disse Verdugo.

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