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Naves diz que não defende privilégios, "mas alguns pontos"

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Nilson Naves, negou hoje, após audiência com o presidente interino José Alencar, que o Judiciário defenda privilégios nas discussões da reforma previdenciária. No entanto, avisou que vai insistir na paridade de reajuste salarial entre ativos e inativos e na integralidade das aposentadorias de servidores públicos. "Eu disse ao vice-presidente que é necessário que ela (magistratura) tenha alguns atrativos para recrutar bons juízes", afirmou. "É necessário que se mantenham, eu não diria privilégios, mas alguns pontos." Naves disse não ser possível comparar a situação dos juízes com os trabalhadores da iniciativa privada, que não têm e não deverão ter direito aos mesmos privilégios nas aposentadorias. "Não podemos equiparar as coisas. Temos de partir da idéia de que os magistrados são agentes políticos, essa é uma carreira de Estado e a importância dela é para todos nós", argumentou. O ministro foi questionado, então, se outras profissões eram, na avaliação dele, menos importantes. Respondeu que "todos vamos sentir dificuldades" se a reforma da previdência derrubar a integralidade e a paridade. A paridade e a aposentadoria integral, lembrou um repórter, não evitaram casos de corrupção no Poder Judiciário. "Corrupção no Judiciário é o mínimo, e todas as instituições têm seu ponto negativo", respondeu o ministro. Naves defendeu, também, o subteto nos Estados equiparado aos vencimentos de desembargadores. Disse não temer desgaste na imagem do Judiciário por defender o que evitou chamar de privilégio. "Não estou defendendo privilégios. O próprio governo já reconhece que é possível atender a todos os servidores", esquivou-se. Naves voltou a ressaltar que é preciso um Judiciário forte para manter um Estado democrático. Ele argumentou que é preciso vontade do Congresso, lembrando que há muitos "interesses corporativos", como os da Ordem dos Advogados do Brasil e dos juízes de Primeiro Grau, que impedem que a reforma do Judiciário ande com a mesma velocidade. Esses interesses disse, são mais fortes que as pressões dos magistrados em defender a integralidade das aposentadorias. Ao encerrar a entrevista, o ministro salientou que os magistrados defendem há muito tempo a reforma do Judiciário.

Agencia Estado,

10 de julho de 2003 | 13h43

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