ALEX SILVA/Estadão
ALEX SILVA/Estadão

Natalini: PV não está nos governos estadual e municipal

Candidato explicou que secretário de Coordenação das Subprefeituras, que é do PV, não foi indicado do partido, mas recebeu convite pessoal para integrar governo de Haddad

ANA FERNANDES, Estadão Conteúdo

05 de agosto de 2014 | 18h29

O candidato a governador Gilberto Natalini (PV) disse nesta terça-feira, na série ''Estadão Entrevistas'', que o Partido Verde não faz parte do governo municipal de Fernando Haddad, apesar de Ricardo Teixeira, que é do PV, ser o secretário de Coordenação das Subprefeituras. "A presença dele é uma questão pessoal", disse Natalini, ao argumentar que Teixeira não foi indicado do partido, mas recebeu um convite pessoal para integrar o governo de Haddad. Questionado, Natalini disse não ver necessidade de o PV expulsar Teixeira nesse cenário, pois considera ser compreensível separar a pessoa do secretário de sua figura partidária.

Com relação à secretaria que o PV tinha no governo estadual de Geraldo Alckmin (PSDB), atual adversário de Natalini nas urnas, ele ressaltou que o partido entregou antes das eleições o cargo de Edson Giriboni como secretário de Saneamento e Energia. "Houve uma combinação política entre o PV e o governo, em que o PV deu governabilidade e teve espaço no governo. Isso é comum na democracia. É direito do PV ter candidato", defendeu.

Natalini disse ainda que não foi iniciativa dele lançar-se candidato, mas uma opção do partido pela candidatura própria. Ele afirmou que foi uma "necessidade partidária" e que o PV tem "força política" para sustentar a candidatura própria.

Crise Hídrica

Questionado sobre a atual crise hídrica em São Paulo e a responsabilidade de seu correligionário Edson Giriboni, até pouco tempo atrás secretário de Saneamento e Energia, Natalini rebateu argumentando que o poder dos secretários é limitado ante o poder do governador, que o PV apresentou propostas e que a questão hídrica está sendo enfrentada com muito atraso. "Quem manda no governo é o governante", disse, em referência a Alckmin. "Um secretário tem que ficar mendigando para aumentar a verba dele".

Ainda assim, defendeu a gestão de seu correligionário à frente da pasta. "Acho que a postura que o PV desempenhou naquela função trouxe muitas propostas para aquela questão (da água). Agora, não foram suficientes para encarar este estresse que a natureza colocou." O candidato evitou classificar a postura atual do governo estadual de "racionamento". Disse que há uma "menor oferta de água", que é uma das maneiras de resolver o problema no curto prazo, mas afirmou que o ponto mais importante e onde o governo falha é ter políticas mais restritivas que promovam o uso racional do recurso.

Natalini aproveitou o tema para ressaltar que o Partido Verde, diferentemente de outras legendas, prioriza a questão da sustentabilidade. "O clima enlouqueceu e não caiu a ficha do governo", disse, lembrando que nessa e em outras áreas é preciso considerar a preservação ao meio ambiente. Gilberto Natalini foi o segundo convidado da série ''Entrevistas Estadão'', da qual participam os principais candidatos ao governo de São Paulo. O primeiro participante foi o governador Geraldo Alckmin (PSDB).

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