DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Nas redes sociais, hashtag #AécioNaCadeia vira assunto mais comentado

Hoje, Primeira Turma do STF decide sobre afastamento do senador e pedido de prisão do tucano feito pela PGR

Elisa Clavery, O Estado de S.Paulo

20 de junho de 2017 | 09h58

Enquanto a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira, 20, os recursos contra a liminar de afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o pedido de prisão do parlamentar feito pela Procuradoria Geral da República (PGR), a internet parece já ter tomado um partido. No Twitter, desde a manhã, a hashtag #AécioNaCadeia está no topo dos assuntos mais comentados na rede social. 

"E hoje toda nossa torcida para #AecioNaCadeia, mesmo com esse STF e Senado que temos, eu tenho esperanças!", escreveu um internauta. 

Já outro lembrou que, mesmo se o Supremo votar favorável à prisão do senador, a Casa precisaria aprovar a decisão. Caso o Supremo determine a prisão do parlamentar tucano, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), deve pautar a votação sobre o caso em um período de 24 horas, como determina a Constituição. Por meio de votação nominal, são necessários pelo menos 41 senadores para definir o resultado.

O ator José de Abreu, que costuma se manifestar politicamente nas redes sociais, também entrou no movimento. "É hoje", escreveu o ator no Twitter.

Embora nesta terça-feira tenha sido programado o "tuitaço" com a hashtag, ela já tem sido usada ao longo da semana. Com a expectativa da decisão do STF, há quem tenha feito uma "contagem regressiva" aguardando os votos da Primeira Turma.

Como adiantou a colunista Vera Magalhães, do Estado, a maioria do colegiado deverá se posicionar contra a necessidade de prisão cautelar de Aécio, uma vez que, em seu caso, não se caracterizou flagrante delito. Além disso, reservadamente integrantes da corte fazem críticas ao pedido feito por Janot, considerado inconsistente tecnicamente.

O tucano é acusado pelos crimes de corrupção e obstrução de Justiça. Ele foi gravado pelo empresário Joesley Batista, do grupo JBS, pedindo propina e falando em medidas para barrar o avanço da Operação Lava Jato.

Sem comentar o movimento nas redes sociais, a defesa do senador disse, por meio de nota, que "o dinheiro foi um empréstimo oferecido por Joesley Batista com o objetivo de forjar um crime que lhe permitisse obter o benefício da impunidade penal". Ainda segundo os advogados, o empréstimo não envolveu dinheiro público e "nenhuma contrapartida por parte do senador, não se podendo, portanto, falar em propina ou corrupção". "O senador tem convicção de que as investigações feitas com seriedade e isenção demonstrarão os fatos verdadeiramente ocorridos", finaliza a nota.

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