Nas planilhas, a conta do ‘toma lá dá cá’

BRASÍLIA - A liberação de emendas parlamentares é o mais tradicional recurso do governo para barganhas políticas no Congresso. Agora, por exemplo, a nova preocupação do Palácio do Planalto é em relação à reforma da Previdência.

Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

26 Março 2017 | 05h00

O sinal amarelo acendeu no Planalto na quarta-feira, quando foram registradas traições na base aliada – incluindo nessa lista o próprio PMDB do presidente Michel Temer –, durante a votação do projeto que regulamenta a terceirização. Ali ficou evidente que, se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Previdência fosse a voto agora, o governo perderia.

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, guarda em seu gabinete planilhas coloridas contendo o nome de cada deputado e senador, quem cada um deles apadrinhou para cargos no governo e como se posicionou nas principais votações de interesse do Planalto. As fichas também indicam o total liberado para emendas.

Padilha enfrenta denúncias de delatores da Lava Jato, mas diz que não comenta “vazamentos”. Apesar do desgaste, ele ainda é o homem forte do governo e intensificou as articulações para que os desembolsos ao Congresso não sejam congelados pelo corte do Orçamento, nos próximos dias.

Temer sabe que terá de “gastar munição” além da conta para conseguir aprovar a reforma da Previdência na Câmara e no Senado. As emendas fazem parte desse cardápio, que pode ou não ser indigesto.

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