Nas farmácias populares, 84 medicamentos por até 85% menos

Ao inaugurar a primeira das 17 novas farmácias populares do País que começou a funcionar no País, no Hospital Irmã Dulce, em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assegurou que elas vão possibilitar "que remédio no Brasil deixe de ser um artigo de rico".Nas farmácias populares, qualquer pessoa poderá comprar 84 medicamentos para hipertensão e diabetes, entre outros, por preços até 85% mais baratos - 50% em média - do que nas redes privadas. Basta que tenha uma receita médica. Mas o presidente avisou que esta farmácia não substituirá a distribuição de remédios gratuitamente nos postos de saúde. É apenas "mais uma opção" para a população carente. O ministro da Saúde, Humberto Costa, por sua vez, anunciou investimentos, este ano, de R$ 80 milhões nos laboratórios públicos, para aumentar a oferta de medicamentos. Em seguida, prometeu que 100% dos brasileiros diabéticos e hipertensos que usam o Sistema Único de Saúde (SUS) vão receber seus remédios gratuitamente. Prometeu também medicamento de graça para quem quiser parar de fumar, para asma e anticoncepcional para quem quiser planejar a família. O mais polêmico, no entanto, foi o anúncio do ministro Costa de que o presidente Lula assinará um decreto para que, em momentos de emergência, o governo quebre patentes para atender a população carente. "Isso será usado de forma responsável", explicou o ministro da Saúde.Humberto Costa, que anunciou que até dezembro estarão em funcionamento 100 farmácias populares no País, defendeu as medidas do governo citandoque o quarto maior gasto das famílias é com saúde, comprometendo até 61% do orçamento das mais pobres e que 11% dessas pessoas já venderambens ou pediram empréstimos para manter o tratamento médico.Os produtos das farmácias serão comprados pela Fundação Oswaldo Cruz, diretamente dos laboratórios oficiais ou privados, por meio de pregões. Preferencialmente, a Fiocruz comprará genéricos. O governo quer ainda reduzir o ICMS para cerca de 2800 medicamentos até 2005, o que implicará na diminuição de 15 a 20% no seu custo.

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