Nardes (TCU) diz que delação pode interferir em processo

O presidente do Tribunal de Contas da União, Augusto Nardes, admitiu nesta quinta-feira que os depoimentos em delação premiada que o ex-diretor Paulo Roberto Costa faz à Polícia Federal podem interferir no processo administrativo do TCU sobre a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras. "Claro que o fato da delação poderá ter repercussão no processo. Se tiver alguma coisa a ver com o processo."

JOSÉ ROBERTO CASTRO, Estadão Conteúdo

11 de setembro de 2014 | 16h18

Ele afirmou ainda que não pode precisar uma data para que o julgamento sobre a refinaria volte à pauta do tribunal. Depois do pedido de vista do ministro Aroldo Cedraz de Oliveira, cabe a ele, que é vice-presidente da casa, a decisão.

O processo já bloqueou bens de diretores da estatal e foi cogitado inclusive o bloqueio da presidente Graça Foster, que não foi decretado. Para Nardes, as penas aplicadas são "educativas", uma vez que não é possível reverter os prejuízos da negociação. Segundo ele, a decisão da diretoria causou um impacto aos cofres da empresa de US$ 700 milhões, quase R$ 1,6 bilhão. "(O bloqueio) É uma punição mais educativa, não tem como recuperar isso pelo erro na negociação de Pasadena, mas cabe a nós fazer o controle."

Tudo o que sabemos sobre:
PETROBRASDELAÇÃOTCU

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.