Fabio Motta|Estadão
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'Não vou para o Ministério da Justiça', diz Jaques Wagner

Ministro da Casa Civil negou que tenha sido “trapalhada” do governo a nomeação de Wellington César Lima e Silva para substituir José Eduardo Cardozo, que virou advogado-geral da União

Carla Araújo, Tânia Monteiro e Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

14 de março de 2016 | 15h10

Brasília – Após o imbróglio envolvendo o comando do Ministério da Justiça, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, negou nesta segunda-feira, 14, que exista a possibilidade de ele assumir o comando da pasta. “Não vou para Ministério da Justiça, só coloco o meu chapéu onde minha mão alcança”, afirmou, ressaltando que é preciso ter alguém que domine o tema. “Não há essa hipótese”, reforçou.

O nome de Wagner começou a ser cotado para a Justiça após a proibição pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou que Wellington César Lima e Silva mantivesse também o posto de procurador do estado da Bahia, e também por conta das especulações em torno de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltar a ocupar um lugar no Planalto.

Wagner negou que tenha sido “trapalhada” do governo a nomeação de Wellington César Lima e Silva no lugar de José Eduardo Cardozo e disse que era uma interpretação do governo. “Foi uma interpretação, tanto que havia outros 20 procuradores com outros cargos”, disse. “Mas isso não se discute mais. Vamos aguardar posicionamento dele”, afirmou o ministro, destacando que Lima e Silva deve dar uma resposta ao governo até esta terça-feira.

Wellington César, que é procurador no Estado da Bahia, já tomou posse, mas de acordo com a decisão do STF, tomada na quarta-feira passada, ele tem 20 dias para tomar uma decisão se deixa o cargo na Bahia para permanecer no governo da presidente Dilma Rousseff.

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