Não vou fazer toma lá dá cá, diz Haddad

O prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que não vai abrigar partidos no secretariado apenas para obter votos na Câmara Municipal. Ele afirmou esperar o apoio do PSD do prefeito Gilberto Kassab e do PSDB do governador Geraldo Alckmin, com quem conversou nesta terça-feira (30), e negou que vá ceder a pressões políticas. Questionado pelo jornal O Estado de S. Paulo se não seria necessário recorrer ao toma lá dá cá na política, foi taxativo: "A resposta é não. Não faço toma lá dá cá".

VERA ROSA, Agência Estado

31 de outubro de 2012 | 09h33

Haddad garantiu que as pressões por cargos não o afetam. "A ansiedade, até chegar a mim, vai se diluindo", afirmou o petista. "Começa em alto-mar e, quando chega na praia, que é onde estou, chega rasa."

Para ele, o PT tem todo o direito de produzir uma nota em defesa dos réus do mensalão. "Não podemos simplesmente circunscrever os problemas do sistema político brasileiro a uma agremiação. Ou o PSDB não passou por problemas terríveis?", indagou o prefeito eleito, dizendo esperar que o Supremo Tribunal Federal julgue o "mensalão tucano".

A cúpula do PT deve lançar manifesto nesta quinta-feira (1) em defesa dos réus do mensalão. Ao encerrar a entrevista, Haddad desabafou: "Será que eu vou ter de passar a vida toda respondendo sobre mensalão?"

Haddad disse que ainda não está tratando das alianças do governo. "Tenho um plano de governo que foi aprovado nas urnas e que a cidade quer ver se tornar realidade. Ele é meu guia para encaminhar projetos para a Câmara dos Vereadores.", argumentou.

Quanto ao seu adversário na eleição no segundo turno, José Serra (PSDB), Haddad frisou que nunca tiveram desavenças de caráter pessoal e não considera que ele esteja liquidado politicamente. "É um quadro importante do PSDB, uma pessoa que tem muito prestígio dentro do seu próprio partido." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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