Marcos Arcoverde/Estadão
Marcos Arcoverde/Estadão

'Não vejo privilégio para o Genoino, diz Jefferson sobre aposentadoria

Ex-deputado federal e delator do mensalão defendeu o petista e se diz cansado de aguardar o mandado de prisão

Adriano Barcelos, enviado especial, O Estado de S. Paulo

25 de novembro de 2013 | 10h08

Comendador Levy Gasparian, RJ - O ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ), delator do mensalão, afirmou na manhã desta segunda-feira, 25, que seria justo conceder a aposentadoria ao ex-deputado federal José Genoino (PT-SP), assim como ele condenado por envolvimento no esquema. "Acho que tem que aposentar, ele precisa sobreviver. Não existe prisão honrosa. Esses regimes põem um homem de joelhos, fazem dele um zumbi. Não vejo nenhum privilégio para o Genoino, não vejo manobra", afirmou o ex-deputado.

Condenado a sete anos e 14 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, ele afirmou que se ainda estivesse exercendo a presidência do PTB recomendaria às bancadas no Congresso que votassem a favor da aposentadoria, já que Genoino está doente e já possui o tempo de atividade exigido para requerer o benefício.

Jefferson comentou ainda sua própria situação, à espera da expedição do mandado de prisão. O ex-deputado disse que a agonia está se prolongando e afirmou que conversará com seu advogado sobre como proceder no caso de o documento ser emitido logo. A tendência, porém, é de que ele se apresente no Rio de Janeiro assim que o pedido de prisão seja formalizado. "Estou cansado. A expectativa mina a nossa resistência. Se sair mandado, vou me apresentar, mas ainda estou esperando por meu advogado", afirmou.

Jefferson está há cerca de 10 dias na residência de sua família em Levy Gasparian (RJ), cidade a 140 quilômetros da capital fluminense, na divisa com Minas Gerais. Ele tem ainda uma propriedade na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, mas optou pela tranquilidade do interior do Estado para aguardar a execução das penas relativas ao mensalão.

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