Não vejo motivos para renunciar, diz corregedor da Câmara

Edmar Moreira é acusado de não ter declarado ao imposto de renda um castelo no valor de R$ 20 milhões

Agência Brasil

05 de fevereiro de 2009 | 16h53

O segundo vice-presidente e corregedor da Câmara, deputado Edmar Moreira  (DEM-MG), disse nesta quinta-feira, 5, que não vê motivos para deixar o cargo por conta das denúncias de que não declarou ao imposto de renda um castelo de sua propriedade e também por ter dívidas com o INSS. Ele disse que que se sente "absolutamente" à vontade para ocupar o cargo de corregedor. "Renunciar por quê?", questionou.   Veja também: Veja quem são os membros da Mesa Diretora da Câmara  Fac-símile: 'Estado' publica matéria sobre o caso em 1993  A sucessão dos presidentes do Senado   'Castelo é meu e não vejo por que querem derrubar meu pai'  Blog: acompanhe os principais momentos das eleições na Câmara e no Senado   Anúncio de investimentos do PAC é 'factóide', diz Caiado     Ele afirmou que jamais disse que o Conselho de Ética deveria ser extinto. Na verdade, "tem de ser mudada a operacionalização". Moreira defendeu que quem deve julgar os parlamentares é a Justiça e que o Conselho de Ética apenas analise a admissibilidade da denúncia. "Acho que todo mundo é inocente, até que se prove o contrário", afirmou.   Embora tenha tentado desconversar sobre a denúncia de que sua empresa tenha dívida com o INSS, ele informou que há um processo contra a empresa, mas que (ele) ainda não foi citado. "Tem processo de uma fiscalização que houve, eu não fui citado no processo, o processo está na Justiça. Esse é um valor que já provamos que foi pago", disse Edmar Moreira.   Em relação ao castelo, que ele não teria declarado ao imposto de renda, o deputado afirmou que passou todos os bens para o nome dos dois filhos, inclusive o castelo. O imóvel fica na sua cidade natal, São João Nepomuceno (MG), e, segundo o deputado, está avaliado entre R$ 20 e R$ 25 milhões. Ele disse que construiu o imóvel na década de 1980 para atrair turistas à região. "A idéia era fazer um tipo diferente de turismo. O que será melhor do que um castelo?", justificou.   Pela manhã, o líder do DEM na Câmara, deputado Ronaldo Caiado (GO), disse que, nas próximas semanas, o partido deverá tomar uma posição sobre o caso do deputado.

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