DIDA SAMPAIO|ESTADAO
DIDA SAMPAIO|ESTADAO

Não vamos abandonar os ajustes, afirma ministro da Casa Civil

Jaques Wagner disse que governo vai continuar empenhado para colocar em votação pautas como a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e também a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO)

Carla Araújo, Gustavo Porto e Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

03 de dezembro de 2015 | 20h56

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse nesta quinta-feira, 3, que o governo vai continuar trabalhando para colocar em pautas votações de projetos importantes para a economia como a Desvinculação das Receitas da União (DRU) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), mas reconheceu que pode haver dificuldades por conta do recesso parlamentar. 

"Não se sabe se vão conseguir votar a LDO, temos mais duas semanas de trabalho", disse, destacando que é prerrogativa do Congresso a decisão de uma eventual suspensão do recesso.

Wagner reconheceu que por conta de vetos trancando a pauta é possível que haja um recesso branco e afirmou que o governo tem pressa. "Nós não vamos abandonar o ajuste, a luta pela CPMF e toda a pauta precursora do desenvolvimento. Nós estamos trabalhando, vamos continuar", disse.

O ministro destacou que o dia de nessa quarta, apesar de ter sido deflagrado o processo de impeachment, foi de vitória, já que o governo conseguiu aprovar o projeto de alteração da meta fiscal. "A página de ontem está virada e eu considero uma página positiva", disse. "Nós tivemos uma adversidade monocrática e uma vitória plural que foi a votação do PLN."

O projeto aprovado nessa quarta, horas antes da abertura do impeachment, altera a meta do superávit primário de 2015 e autoriza o governo a adotar como meta um déficit primário de R$ 51,2 bilhões, que pode chegar a R$ 119,9 bilhões com o pagamento das chamadas pedaladas fiscais.

Segundo Wagner, a presidente Dilma Rousseff, durante a reunião que teve há pouco com diversos ministros, fez um elogio ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), pelo apoio que deu para que o projeto fosse avaliado. "Dilma fez uma referência positiva de estadista do presidente Renan".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.