Andre Penner / AP
Andre Penner / AP

'Não troco minha dignidade pela minha libertação', diz Lula em carta

Preso há oito meses, ex-presidente aguarda julgamento de pedido de habeas corpus no STF

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2018 | 22h54

Oito meses após se entregar à Polícia Federal no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC em São Bernardo do Campo (SP), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escreveu uma carta para ser lida a apoiadores nesta segunda-feira, 10, no mesmo local. O petista repetiu que é vítima de uma condenação injusta e manifestou desejo pelo dia do “reencontro” com militantes.

“Hoje tenho certeza de que tenho o sono mais leve e a consciência mais tranquila do que aqueles que me condenaram. Não quero favores; quero simplesmente justiça. Não troco minha dignidade pela minha libertação”, diz a carta de Lula, lida pelo ex-candidato do PT à Presidência Fernando Haddad.

No dia em que o presidente eleito, Jair Bolsonaro, foi diplomado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o ex-presidente petista escreveu que é ele quem deveria ter sido eleito. “O Brasil e o mundo sabem que os procuradores da Lava Jato, o Sérgio Moro e o TRF-4 armaram uma farsa judicial para impedir que eu fosse eleito presidente mais uma vez, como era a vontade da maioria dos eleitores.” Lula disse ainda que pensa todos os dias no futuro do País e que a defesa dos direitos humanos vai continuar.

Apoiadores confeccionaram um tapete vermelho de 100 metros bordado com mensagens de apoio ao ex-presidente para, segundo Haddad, ser usado para Lula caminhar na saída da prisão em Curitiba quando for solto. No Supremo Tribunal Federal (STF), o julgamento de um pedido de habeas corpus da defesa do petista foi interrompido na semana passada.

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