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'Não tenho tempo a perder com CPI dos cartões', diz Lula

Presidente diz, no entanto, que governo fará 'tudo que for possível' para contribuir com as informações

Clarissa Oliveira, de O Estado de S.Paulo

19 de fevereiro de 2008 | 13h06

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta terça-feira, 19, que as investigações que forem abertas pela CPI dos cartões corporativos devem permanecer no âmbito do Legislativo. Lula, que passa o dia cumprindo uma série de agendas em Espírito Santo, afirmou que a tarefa do governo é manter os trabalhos do Executivo.   Veja Também:Entenda a crise dos cartões corporativos  Jucá estuda propor que PSDB presida CPI dos Cartões CPI será instalada nesta quarta, diz Garibaldi Alves STF nega liminar para quebrar sigilo de cartões da Presidência  "Eu confesso a vocês que não tenho tempo a perder com CPI", disse o presidente. No entanto, ele ponderou que o governo fará "tudo o que for possível" para contribuir com todas as informações" que venham a ser solicitadas pela Comissão. "Eu sou da tese que o Congresso Nacional existe para legislar, fazer CPI, investigar, e o governo existe para trabalhar". Lula, que durante a manhã participou de dois eventos em Vitória (ES), disse que enquanto a CPI estiver em andamento, sua preocupação será a de aproveitar o momento "extraordinário" que o Brasil vive. "Enquanto as pessoas discutem lá em Brasília, enquanto investigam, enquanto fazem CPI, meu papel vai ser viajar pelo Brasil porque o que eu quero é que o povo brasileiro possa conquistar com o crescimento e o desenvolvimento da cidadania que há séculos a gente está reivindicando", declarou. Questionado sobre a notícia de que o Planalto estaria elaborando um dossiê com informações sobre gastos do atual governo e da gestão de Fernando Henrique Cardoso, Lula rebateu: "Isso não procede, eu aprendi neste tempo de governo que tem muitas coisas que procedem, e tem coisas que não procedem". De acordo com Lula, o governo federal atenderá aquilo que for reivindicado pela CPI. "Na medida em que ela (a Comissão) sinta a necessidade de ter algum documento, que peça ao governo, se o governo tiver condições de oferecer, oferecerá", finalizou.

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