José Cruz/Agência Brasil
José Cruz/Agência Brasil

'Não tenho ou tive qualquer relação com a Odebrecht', diz Blairo

Em nota, ministro da Agricultura afirmou que nunca teve relações com os executivos da empreiteira investigada na Lava Jato

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2017 | 19h48

RIBEIRÃO PRETO - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, divulgou na noite desta terça-feira, 11, por meio de sua assessoria de imprensa, nota na qual nega relacionamento com a Odebrecht e lamenta que o seu nome tenha sido incluído na lista de pessoas citadas em delações da construtora. "Sem que eu tivesse qualquer possibilidade de acesso ao conteúdo para me defender", enfatizou. As delações, feitas no âmbito da Operação Lava Jato, motivaram a abertura de inquérito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin, relator do processo na Corte, contra Maggi, outros nove ministros do governo Temer, 29 senadores e 42 deputados federais.

"Me causa grande constrangimento ter minha honra e dignidade maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que sou acusado. Mesmo assim, gostaria de esclarecer que: não recebi doações da Odebrecht para minhas campanhas eleitorais; não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou os seus dirigentes; tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado", informou o ministro na nota.

Maggi é alvo de pedido de investigação da Procuradoria-geral da República, aceito por Fachin, por supostamente ter recebido R$ 12 milhões para campanha ao governo de Mato Grosso, em 2006. Segundo as delações de executivos, a Odebrecht detinha créditos por conta de obras públicas realizadas em Mato Grosso que não eram honrados por conta da incapacidade financeira do Estado. Os delatores afirmaram que o então secretário da Fazenda Éder de Moraes, com o conhecimento de Maggi, teria solicitado os repasses indevidos em troca do recebimento desses créditos.

 

Antes de divulgar a nota, em mensagem ao Broadcast, Maggi informou que "nunca nem soube que (a Odebrecht) tinha crédito com o Estado (de Mato Grosso) e que foram pagos".

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