'Não tenho nada contra ele', diz procurador-geral sobre Dirceu

Antônio Fernando diz que a denúncia na qual chamou ex-ministro de 'chefe de quadrilha' deveu-se à sua função

João Domingos, de O Estado de S.Paulo

20 de novembro de 2008 | 18h57

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, afirmou que a denúncia na qual qualificou o ex-ministro José Dirceu "de chefe de quadrilha", por causa do escândalo do mensalão , deveu-se à sua função institucional, de chefe do Ministério Público. "Fiz um trabalho profissional. Pessoalmente não tenho nada contra ele", afirmou Antonio Fernando, que na quarta-feira à noite assistiu, próximo de Dirceu, a vitória da seleção brasileira de futebol sobre a seleção portuguesa, por 6 a 2.   Veja também: Os 40 do mensalão   Pela força das circunstâncias - no caso, um convite do governo do Distrito Federal destinado às autoridades, para que assistissem o amistoso do camarote do Estádio Bezerrão, na cidade-satélite do Gama -, os dois foram postos a poucas cadeiras um do outro. Quando Dirceu entrou no camarote, Antonio Fernando já havia chegado. O ex-ministro não o cumprimentou. "A gente acabou não passando um perto do outro", disse Antonio Fernando. "Se nos encontrarmos, cumprimento-o normalmente", acrescentou o procurador, durante o intervalo da partida.   Dirceu conversou muito com o embaixador de Portugal, Francisco Seixas da Costa, e sua esposa, a embaixatriz Maria Vírginia Seixas da Costa, ambos convidados pelo governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM). Ao contrário da maioria dos convidados, um deles Antonio Fernando, que dispensou o traje formal, Dirceu estava de paletó e gravata. Comemorou com estardalhaço os gols brasileiros.

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