Não tenho nada com isso, diz Jobim sobre indicação no STF

Ministro da Defesa se exime de qualquer envolvimento sobre substituição do ministro Sepúlveda Pertence

Tânia Monteiro, do Estadão

24 de agosto de 2007 | 13h38

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, se eximiu de qualquer envolvimento na indicação do futuro ministro do Supremo Tribunal Federal, no lugar de Sepúlveda Pertence, cuja aposentadoria foi publicada nesta sexta-feira, 24, , no Diário Oficial da União.  Na última quarta-feira, em troca de mensagens via internet, os ministros do Supremo Tribunal Federal, Ricardo Lewandowski e Carmem Lúcia,deram a entender que o substituto de Sepúlveda estaria sendo indicado pelo grupo do STF ligado a Jobim, que foi presidente do Supremo Tribunal Federal."Eu? Eu sou ministro da Defesa. O Supremo já passou, não tenho mais a ver com isso", disse Jobim, depois de participar de cerimônia no QG do Exército, em comemoração ao Dia do Soldado.  Com relação ao ministro do Superior Tribunal de Justiça, Carlos Alberto Menezes Direito, um dos cotados para a vaga de Pertence, Jobim disse que o conhece há muitos anos. "É um sujeito extraordinário, altamente competente e tem uma tradição jurídica muito forte". Valério e Cunha Nesta sexta, o STF decidiu por unanimidade abrir ação penal por corrupção passiva contra o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), à época presidente da Câmara, e corrupção passiva contra o publicitário Marcos Valério e seus sócios Ramon Hollenbach e Cristiano Paz, na empresa de publicidade SMP&B.   Cunha é acusado de beneficiar, quando estava no cargo, as empresas de publicidade de Valério. O empresário é acusado de ser distribuidor do dinheiro do caixa 2 do PT entre aliados do governo, nos contratos de publicidade da Casa. Foi absolvido pela Câmara dos Deputados e reeleito em 2006.  Mensalão O esquema do mensalão - pagamento de uma suposta mesada a parlamentares para votarem a favor de projetos do governo - foi denunciado por Roberto Jefferson, então deputado pelo PTB e presidente da legenda, que acabou sendo cassado por conta de seu envolvimento. Segundo ele, os pagamentos mensais chegavam a R$ 30 mil e o esquema de repasse do dinheiro era feito através de movimentações financeiras do empresário Marcos Valério. Dos acusados de envolvimento no esquema, foram cassados José Dirceu, Roberto Jefferson (PTB-RJ), que denunciou o mensalão, e Pedro Corrêa (PP-PE). Quatro parlamentares renunciaram para fugir do processo e 11 foram absolvidos.

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