André Dusek|Estadão
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'Não tenho dúvida da honorabilidade de Aécio e Temer', diz Aloysio

O líder do governo no Senado afirma que acredita na inocência do presidente em exercício e do senador tucano, ambos citados em delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado

Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2016 | 18h32

BRASÍLIA - O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), disse nesta quarta-feira, 15, que acredita na inocência do presidente em exercício Michel Temer e do senador Aécio Neves (PSDB-MG), citados no acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. "Eu conheço Aécio há muitos anos, conheço Temer há muitos anos e não tenho nenhuma dúvida quanto a honorabilidade deles", declarou.

Aloysio disse ainda que a Operação Lava Jato não devem influenciar os trabalhos da Casa e defendeu uma "divisão" entre as investigações e as votações defendidas pelo governo. "Nós precisamos estabelecer uma rede de proteção, uma divisória muito nítida entre os processos judiciais, as investigações, que vão são prosseguir e tem que prosseguir, de tal modo que quem tenha culpa no cartório pague, e de outro lado esteja o governo, a governabilidade e as medidas que nós temos que aprovar para tocar o Brasil para frente."

Em seu acordo de delação premiada, o ex-presidente da Transpetro listou os nomes de 20 políticos que teriam recebido propinas no esquema de corrupção na subsidiária da Petrobrás e também o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) que, segundo o delator, teria pedido a ele recursos ilícitos para a campanha de Gabriel Chalita (PDT), que na época integrava o PMDB, à Prefeitura de São Paulo em 2012.

Machado também citou Aécio Neves, que teria participado de um esquema de corrupção no final da década de 1990 a fim de se eleger presidente da Câmara no início dos anos 2000. A eleição de Aécio no comando da Casa serviria para estruturar a base de apoio ao então presidente da República Fernando Henrique Cardoso no Congresso. O próprio Aécio, de acordo com Machado, teria recebido na época R$ 1 milhão em espécie. 

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