'Não tenho compromisso com o ilícito', diz Ideli sobre denúncia

A líder do PT no Senado rebate acusação da 'Veja' , de que ela teria usado influência para repassar dinheiro

Agência Senado

01 de outubro de 2007 | 15h51

A líder do PT no Senado, Ideli Salvatti (SC), negou nesta segunda-feira, 1, envolvimento com a denúncia da revista Veja desta semana, que acusa a senadora de usar influência política junto ao Palácio do Planalto para repassar, entre maio de 2003 e março de 2007, R$ 5,2 milhões à Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul (Fetraf-SC) a título de promover cursos de treinamento profissional.  "Não tenho compromisso com o ilícito", reagiu a líder do PT no Senado.As denúncias contra Ideli coincidem com a instalação da comissão parlamentar de inquérito (CPI) das ONGs, prevista para esta quarta-feira.  Segundo a reportagem, a Polícia Federal levanta suspeitas de que parte desse dinheiro foi usada para bancar campanhas políticas de aliados petistas da senadora em Santa Catarina, e que, para justificar os gastos, dirigentes da federação teriam falsificado planilhas e criado "alunos-fantasma". O que chama a atenção, de acordo com a revista,é que os principais envolvidos na suposta fraude, "são correligionários, amigos ou assessores da senadora". Em nota à imprensa divulgada no último domingo,  Ideli Salvatti garante que a sua atuação parlamentar por Santa Catarina é marcada pela defesa da agricultura familiar, responsável por 70% da produção de alimentos no País e por 40% das exportações dos produtos agrícolas. "Assim, minha relação política é com todo o setor agrícola no estado e no país e não apenas com a Fetraf-SC", diz. Na nota, Ideli afirma que nunca apresentou emendas ao Orçamento em favor da Fetrac-SC, "mas, sim, emendas para fortalecer a organização dos agricultores familiares para ampliarem a sua capacidade produtiva".  Ela pede ainda que seja punidos aqueles que tenham cometido qualquer tipo de desvio de recursos públicos, originários de 18 convênios entre aquela federação e os ministérios do Desenvolvimento Agrário, do Trabalho e Emprego e da Agricultura,Pecuária e Abastecimento, além da Secretaria Especial de Agricultura e Pesca, que também tem status de ministério. 

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