Gibran Mendes/CUT/Twitter
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'Não temos plano B, C, X, Y ou Z', diz Jaques Wagner sobre candidatura de Lula

Wagner e Haddad, considerados alternativas do PT para a disputa do Planalto, discursaram em ato do Dia do Trabalho nos arredores da PF de Curitiba

Alessandra Monnerat, O Estado de S.Paulo

01 Maio 2018 | 10h32

Considerados alternativas do PT para concorrer ao Planalto, o ex-ministro Jaques Wagner e o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad voltaram a dizer nesta terça-feira, 1, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava Jato, é o candidato do partido."Não temos plano B, nem C, X, Y ou Z. Nosso plano é Lula livre, Lula candidato e Lula presidente", afirmou Wagner durante ato do Dia do Trabalho em Curitiba.

Para Haddad, Lula seria eleito se pudesse disputar o cargo de presidente. Mesmo inelegível pela Lei da Ficha Limpa, ele pode registrar sua candidatura até 15 de agosto. "Por que privar o trabalhador do direito de escolher? Se as pessoas tivessem direito, elas votariam no Lula presidente", discursou. 

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Os dois falaram em ato do Dia do Trabalho em Curitiba, em frente ao prédio da Polícia Federal, onde Lula está preso desde o dia 7 de abril. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o presidente do diretório do PT no Paraná, Dr. Rosinha, também participam da manifestação.

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Em sua fala, o ex-ministro petista disse que o país vive um momento de ódio. Na madrugada do sábado, 28, o acampamento Marisa Letícia, a cerca de 800 metros da PF de Curitiba, foi atacado a tiros e duas pessoas ficaram feridas. "Vamos devolver o ódio com argumento, envergonhar os que gritam sem saber o que dizem. Vamos ensinar o que é democracia", discursou.

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Na pesquisa Datafolha mais recente, de 15 de abril, Wagner teve 1% das intenções de voto no 1º turno. Outra alternativa petista, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad alcançou 2%. O ex-presidente Lula continuava na frente com até 31% das intenções de voto.

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