Não tem sentido ligar reforma à redução de MPs, diz Dilma

Mais cedo, oposição disse que só votaria proposta da reforma tributária se houvesse redução de edição de MPs

Gerusa Marques, da AE

26 de fevereiro de 2008 | 19h57

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse nesta terça-feira, 26,  que não vê sentido em vincular a discussão da reforma tributária à redução do envio de medidas provisórias pelo Executivo ao Congresso. A proposta de reduzir o número de Mps foi apresentada pelo líder do PSDB no Senado, senador Arthur Virgílio (AM), ao ministro da Fazenda, Guido Mantega.  Veja também:Oposição pressiona e cobra redução de MPs para votar reforma  Proposta de reforma tributária é para valer, diz Múcio  Após reunião, oposição se diz 'cética' com proposta de reforma  "Acho até que pode reduzir o envio de medidas provisórias, mas não vejo sentido em vincular uma coisa a outra", disse a ministra após participar da reunião mensal da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), onde discutiu as medidas do Programa de Aceleração do Crescimento(PAC).  Segundo a ministra, a reforma tributária é importante para a União, Estados, municípios e para a iniciativa privada. "Tanto o governo como a oposição têm responsabilidade quanto ao cenário de crescimento e a reforma tributária é essencial para a evolução do quadro macroeconômico", disse. A ministra disse que com o rearranjo proposto pelo governo haverá mais possibilidade de investimento do setor privado. "A validade da reforma tributária não diz respeito a um governo. Diz respeito a todos os que estão interessados no crescimento do país", afirmou.  A ministra disse que não tinha conhecimento da proposta da oposição sobre a redução do ritmo de edição de Mps. Afirmou que o governo sempre foi sensível às ponderações feitas sistematicamente pelo presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP). "A reforma tributária tem importância por si só", comentou. Ao ser questionada se acredita na aprovação da proposta ainda este ano, Dilma Rousseff respondeu: "é importante aprovar; isso será possível se todos focarmos no interesse do país".

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