Não sou mãe do PAC, sou 'coordenadora', responde Dilma a Lula

Mais cedo, em discurso no Alemão, presidente havia afirmado que ministra chefe era a mãe do programa

TÂNIA MONTEIRO, Agencia Estado

07 de março de 2008 | 16h40

A ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, evitou nesta sexta-feira, 7, comentar a possibilidade de ser candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que , em discurso, afirmou que ela seria a "mãe do PAC. (Programa de Aceleração do Crescimento)". Ao ser questionada, respondeu: "Me considero coordenadora do PAC". Na sua interpretação, a intenção do presidente Lula representou apenas o "reconhecimento de quem coordena o PAC". "Até porque quando fazemos prestação de contas, para o bem ou para o mal, existe uma pessoa para quem deve apresentar". Veja também:Ouça o discurso de Lula Lula chega a morros no Rio para anunciar PAC de R$ 1 bi Veja quais são as obras do PAC nos morros do Rio   Veja o balanço do PAC   Agentes estão infiltrados nos morros há dois meses  Associações negam ter feito acordo com tráfico  Vinda de d. João será lembrada na visita de Lula Dilma Rousseff avaliou também que a declaração do presidente é uma forma de rebater afirmações de que o PAC seria um programa eleitoreiro, uma obra de pirotecnia. De acordo com a ministra, o PAC não é uma obra de marketing. "Quem diz isso é mal-intencionado. O que estamos vendo hoje nestas visitas realizadas pelo presidente é uma prova real e clara do programa". Disse ainda que tem "muito orgulho" de ser coordenadora do PAC.  Para uma platéia formada por pessoas carentes, o presidente disse que seu governo é voltado para as camadas mais pobres da população e que sonha em melhorar a imagem da violência na cidade. "Não tem retrocesso. Nós respeitamos os Estados Unidos, a União Européia, os ricos, todo mundo. Mas a nossa prioridade é cuidar dos pobres. É preciso ficar claro", disse.  "Não tem retrocesso. Nós respeitamos os Estados Unidos, a União Européia, os ricos, todo mundo. Mas a nossa prioridade é cuidar dos pobres. É preciso ficar claro", disse. Ao deixar o Complexo de favelas do Manguinhos, na zona norte,  o presidente afirmou que é preciso oferecer oportunidades ao jovens para vencer o crime. Ele disse ainda que as obras "não levaram guerra para quem já tem guerra."

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