Marcelo Camargo/Agência Brasi
Marcelo Camargo/Agência Brasi

‘Não será um tuitaço que porá em risco rumos do País’, diz Alcolumbre

Em discurso de encerramento do ano legislativo, presidente do Senado faz referências à pressões em redes sociais que sofreu em 2019

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2019 | 22h28

BRASÍLIA – Ao fazer um discurso de encerramento do ano legislativo, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fez referência a pressões das redes sociais e disse que um "tuitaço" não colocará em risco os "rumos do País". Em sessão conjunta do Congresso Nacional, o senador relatou ter sido cobrado ao longo de 2019 para adotar uma "postura de enfrentamento” com outros Poderes.

"Mas não sentei nesta cadeira para ser irresponsável", discursou Alcolumbre, ao lado do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). "E, ainda que pese sobre meus ombros a responsabilidade de uma outra decisão impopular, não será um tuitaço que porá em risco os rumos do País."

Durante este ano, Alcolumbre foi pressionado para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, o número de pedidos de impeachment contra ministros da Corte disparou no Senado e foi recorde.

Nas últimas semanas, Alcolumbre também foi cobrado para pautar no plenário um projeto de lei que prevê a prisão após condenação em segunda instância, aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Ele, porém, decidiu aguardar a discussão da Câmara sobre o tema.

Sob o argumento de que o Brasil precisa de “foco e trabalho”, o presidente do Senado destacou que as discussões do Congresso são sempre complexas e "não cabem nos 140 ou 260 caracteres de um tuíte”. Apesar das estocadas, Alcolumbre não mencionou a quem se referia. 

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