Não sei se Marta pode ir para o PMDB, diz Temer

Carta de demissão da Cultura foi interpretada como movimento da senadora para disputar as eleições de 2016 mesmo fora do PT

RAFAEL MORAES MOURA, O Estado de S. Paulo

12 de novembro de 2014 | 12h33

Brasília - Um dia depois de a ministra da Cultura, Marta Suplicy, pedir demissão do cargo em uma carta de tom incisivo, cobrando da presidente Dilma Rousseff o resgate da "confiança e credibilidade" na economia, o presidente da República em exercício, Michel Temer, disse nesta quarta-feira que não sabe "ainda" se a senadora licenciada por São Paulo pode se filiar ao PMDB.

Para assessores palacianos, o recado de Marta em seu pedido de demissão foi interpretado como uma sinalização de que a petista, magoada com o PT, quis demarcar espaço, além de um sinal de que deseja articular sua disputa pela Prefeitura de São Paulo em 2016 mesmo se for em outro partido. A hipótese de deixar o PT seria cogitada caso o partido a impeça de disputar uma prévia com o prefeito Fernando Haddad.

Conforme informou o Estado nesta quarta, Dilma só soube da carta de Marta ao desembarcar em Doha, no Catar, onde fez uma parada técnica antes de seguir viagem para a Austrália, onde participa da reunião da cúpula do G-20. Na manhã desta quarta, Dilma disse que conversou com Marta inclusive sobre o conteúdo da carta antes de embarcar.


"Não sei ainda", disse Temer nesta quarta-feira, ao ser questionado se Marta poderia ir para o PMDB. O marido de Marta, o empresário Márcio Toledo, é amigo de Temer, também presidente nacional da legenda.


Na semana passada, após participar da cerimônia de entrega da Ordem do Mérito Cultural 2014, no Palácio do Planalto, a ministra já havia dito que ia voltar para o Senado. "É um momento político importante, o meu Estado também necessita de uma senadora neste momento", disse Marta na ocasião.

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