'Não se pode vender tudo como crime de morte', diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje, ao se referir às mais recentes denúncias contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), que "não se pode vender tudo como se fosse um crime de morte". Durante entrevista à Rádio Globo AM, de São Paulo, Lula argumentou que uma coisa é pedir emprego, outra é fazer lobby. "Precisamos saber o tamanho do crime. Uma coisa é você matar, outra é roubar, outra é pedir emprego, outra coisa é relação de influência, outra é lobby", afirmou.

AE, Agencia Estado

23 de julho de 2009 | 13h57

Ao comentar declarações de ontem, quando que disse que o Ministério Público (MP) precisa pensar na biografia dos investigados, Lula afirmou que quis dizer que as investigações têm de ser corretas. "Eu disse que o Ministério Público, como a instituição que é, tem que tomar cuidado para cumprir ao pé da letra, porque se ele ceder à pressão do Executivo, à pressão da imprensa e à do Legislativo, muitas vezes as pessoas são condenadas antes de se provar que cometeram um crime."

A respeito das pressões para um afastamento de Sarney da presidência do Senado, Lula defendeu investigação, apuração e punição corretas, mas também a permanência do peemedebista no cargo. "Não posso entender que cada pessoa que tem uma denúncia tenha que renunciar ao seu cargo", afirmou.

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