Helvio Romero/Estadão
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Não se faz reforma política criando partido fictício, diz Cunha

Presidente da Câmara voltou a criticar articulação pela criação do PL, liderada pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab

José Roberto Castro e Valmar Hupsel Filho, O Estado de S.Paulo

27 de março de 2015 | 12h50

SÃO PAULO - O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, voltou a criticar a criação do PL, chamado por ele de partido fictício. Segundo Cunha, a crise política se agrava quando o governo não faz gestos de aproximação ou até faz gestos no sentido contrário. "Não se pode discutir reforma política de verdade criando partido fictício", disse o peemedebista, que defendeu a criação do Rede Sustentabilidade, partido que segundo ele tem base ideológica.


O peemedebista disse, em coletiva de imprensa, que votará em maio o projeto de reforma política discutido em comissão especial na Casa. Segundo o presidente, a Câmara deve reservar uma semana para discutir o tema e as mudanças na legislação serão feitas via projeto de lei ou emenda constitucional.

Bastante vaiado por manifestantes que foram ao plenário da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cunha disse que eram pessoas escaladas para fazer movimento político. Os manifestantes pediam reforma política, segundo o presidente da Câmara, a mesma definida pelo PT. Sobre as acusações de ser "homofóbico", o presidente da Câmara disse que não se considera como tal, mas que estava na Alesp para representar o cargo que ocupava, não para discutir suas posições pessoais.


Cunha foi perguntado sobre o projeto de lei que limita em 20 o número de ministérios e reiterou sua posição, como autor do projeto. O deputado disse que a bancada do PMDB na Câmara já abriu mão de indicar ministro no ano passado e que não teria problema em "abrir mão de todos os ministérios, se for necessário".


Com protagonismo crescente nos últimos meses, o deputado do Rio foi perguntado sobre seus poderes e se era uma espécie de primeiro-ministro. Cunha disse que o que aconteceu nos últimos tempos foi que o poder Legislativo deixou de ser submisso ao Executivo e começou a trabalhar com independência e harmonia. 

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