Não se deve chamar de 'bandido' quem desmatou, diz Lula

Presidente diz que é preciso conscientizar a sociedade que o desmatamento 'joga contra' o País

João Domingos, de O Estado de S. Paulo,

19 de junho de 2009 | 15h19

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, 19, que não se deve chamar de "bandido" quem desmatou, mas sim conscientizar a sociedade que o desmatamento "joga contra" o País e deve ser evitado, segundo a Agência Brasil. Lula lançou em Alta Floresta (MT), o programa de regularização de terras na Amazônia, com o objetivo de combater o desmatamento.

 

O programa prevê a regularização de terras em 120 dias e com ele oferecer assistência técnica do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf). Anteriormente, o prazo de regularização era de cinco anos. Na cerimônia, Lula anunciou que vai chamar convocar os governadores da Amazônia e prefeitos da região, nos dias 15 e 16 de julho, que mais têm problemas com incêndio, para fazer um grande pacto sobre a participação de cada um no combate às queimadas.

 

A preocupação do presidente é com o risco de retaliação de países europeus de boicotarem produtos brasileiros, por conta da emissão de CO2, provocado por queimadas.

 

Em discurso sob sol escaldante, Lula reafirmou que a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, é candidata à presidência da República, e em tom de brincadeira disse que os ministros que o acompanhavam em Mato Grosso deveriam ter ido para Rondônia, onde Dilma lançou o programa de combate ao desmatamento, porque o mandato dele já está acabando.

 

Em entrevista depois da cerimônia, o presidente disse que tem tempo para sancionar a MP 458, que trata da legalização das terras da Amazônia e que as ONGs não falam a verdade quando afirmam que essa MP vai permitir a grilagem de terras. Segundo o presidente, pelo contrário, o que a MP faz é justamente impedir a grilagem.

 

Com relação ao terceiro mandado,Lula considera o assunto encerrado, com o parecer contrário do relator do projeto, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, deputado José Genoino (PT-SP).

 

 

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