Andre Dusek/ Estadão
Andre Dusek/ Estadão

Não restam dúvidas de que há indícios de crime de responsabilidade na gestão Dilma, diz Crivella

Senador afirmou que votava pela abertura do processo, sem dar garantias de que votaria também pelo impeachment da presidente na fase final do processo.

Isabela Bonfim e Luísa Martins, O Estado de S.Paulo

11 de maio de 2016 | 21h19

O senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) começou seu discurso na noite desta quarta-feira informando que sentia muito pesar em anunciar que votaria a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O senador, aliado do governo, manteve posição contra o impeachment até que o seu partido fechasse questão a favor do afastamento.

 

"Não restam dúvidas de que a presidente é honesta, mas também não restam dúvidas de que há indícios de crime de responsabilidade em sua gestão", argumentou o senador. Ele esclareceu, entretanto, que votava pela abertura do processo, sem dar garantias de que votaria também pelo impeachment da presidente na fase final do processo.

 

"O voto que profiro agora não é de condenamento da presidente, mas de abertura do processo que passa a ser conduzido, como um julgamento, pelo presidente do STF. Quero que seja garantido todo o direito ao contraditório", alegou. 

 

Bispo licenciado, o senador Crivella fechou sua fala fazendo citações bíblicas. Ele diferenciou o "deus justo", bondoso, do "justiceiro", que age com ódio e deseja o sofrimento. "Peço a deus que sejamos justos e não justiceiros", encerrou Crivella. 

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