'Não renuncio nem por reza braba', afirma Valdemar

Deputado do PR poderia lançar mão da manobra para fazer com que o processo fosse enviado à primeira instância

Fernando Gallo, de O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2011 | 00h01

Em uma raríssima manifestação pública sobre o processo do mensalão, o deputado Valdemar da Costa Neto (PR-SP) rechaçou a possibilidade de renunciar ao mandato para retardar a tramitação das ações contra ele e outras 36 pessoas no Supremo.

 

Há algumas semanas, circularam rumores em Brasília de que ele poderia lançar mão da manobra em 2012 para fazer com que o processo fosse enviado à primeira instância. As ações correm no STF porque ele e o deputado João Paulo Cunha (PT-SP) detêm mandatos parlamentares.

 

Cunha, no entanto, deve se lançar candidato a prefeito de Osasco no ano que vem, com chances de vitória. Costa Neto seria o único dos 36 restantes no processo com foro privilegiado no Supremo. Porém, ao menos por ora, ele resiste à ideia, sob o argumento de que já passou uma vergonha pública quando renunciou a outro mandato, em 2005.

 

"Foi uma vergonha pros meus amigos, pra minha família. Não renuncio nem por reza braba. Podem vir em cima de mim os 39 (sic) que estão sendo processados. Não renuncio por nada desse mundo", sustentou, há uma semana, à Rádio Metropolitana AM, de Mogi das Cruzes. Ele confessou ter cometido crime eleitoral - "movimentei no caixa dois da campanha" -, mas disse que será absolvido porque o crime prescreveu.

 

(Esclarecimento: Diferente do que foi informado antes, são 36, e não 37, os réus que tiveram a condenação solicitada pelo PGR. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu as absolvições de Antonio Lamas e de Luiz Gushiken, ex-ministro do governo Lula, por insuficiências de provas.)

 

Atualizado às 16h05

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