Não quero ser mais um presidente, diz Alckmin

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, afirmou nesta quinta-feira que não quer ser presidente da República se for para "ser mais um". O governador, que tem atuado junto às bases do PSDB para encabeçar a chapa do partido na próxima corrida presidencial, deixou claro seu desejo de chegar ao Palácio do Planalto e aproveitou uma platéia composta por cerca de 300 moradores de rua para dar destaque a seus projetos nas áreas de emprego, gestão de recursos públicos e crescimento econômico."Se um dia eu tiver a oportunidade de ser presidente não quero ser mais um. Quero ser para fazer as reformas de que o País precisa, para implementar o mundo moderno, o mundo da competitividade, da modernidade, da qualidade do gasto público, da eficiência", disse Alckmin, em entrevista coletiva após entregar a integrantes da platéia apostilas e cartões bancários referentes ao programa Frente de Trabalho, que irá empregar moradores de rua dentro dos próprios albergues criados para atender esse público.Antes de conversar com jornalistas, Alckmin aproveitou seu discurso para dar alguns sinais de sua vontade de vencer a disputa para encabeçar a chapa do PSDB. "Eu tenho um sonho. Um sonho de um dia poder trabalhar para termos um País onde quem quer trabalhar possa trabalhar, onde quem quer produzir possa produzir. Um País do trabalho, da produção, um País mais justo", disse o governador.Alckmin recebeu o incentivo do vigário episcopal Júlio Lancellotti, que integrou a equipe responsável pela implantação do programa de auxílio a desempregados. Segundo ele, Alckmin se mostrou "o governador do povo da rua". Em resposta, Alckmin enfatizou que não poderia receber uma "medalha tão honrosa" quanto essa.Na entrevista, o governador disse ainda que, se o Brasil quiser crescer, terá que apostar na inserção internacional de forma mais aprofundada, ampliar "enormemente" o comércio exterior e reduzir a taxa básica de juros não por meio de "canetada" mas sim através de ganhos de eficiência no gasto público. "Não é possível o Brasil, com a vocação que tem nesse continente, achar que não pode crescer mais de 2%, 3%. Não é possível", disse.Alckmin viaja no fim de semana para o Mato Grosso do Sul, dando continuidade às articulações que vem conduzindo nas últimas semanas. Mas, também nesse caso, insistiu que não está se antecipando na campanha presidencial mas sim ajudando a fortalecer o PSDB. "Se não tem candidato não tem campanha", disse o governador. "Se nós queremos democracia nós queremos partidos políticos fortes." A viagem deste fim de semana não exigirá que o governador se licencie do cargo, já que o governador pretende retornar à capital paulista entre a noite de sábado e o domingo de manhã.

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