''Não quero fazer dessa doença um happening''

Dilma vê apoio, mas teme exploração

Vera Rosa, O Estadao de S.Paulo

30 de abril de 2009 | 00h00

Quatro dias depois de anunciar que está tratando de um câncer no sistema linfático, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, foi ontem à noite ao cabeleireiro, após o expediente, e recebeu cumprimentos de clientes do salão de beleza. "O povo brasileiro é muito solidário e pouco preconceituoso", disse ela ao Estado, ao deixar o Metamorphose Cabelo & Maquiagem, localizado em um shopping de Brasília. Dilma, porém, mostrou preocupação com a exploração do assunto. "Não quero fazer dessa doença um happening."Vaidosa, a pré-candidata do PT à sucessão do presidente Lula chegou ao Metamorphose perto das 20 horas e saiu de lá duas horas depois. Fez escova no cabelo e pintou as unhas. Sorridente, a ministra garantiu estar se sentindo muito bem e manifestou confiança no sucesso do tratamento. Disse ter ficado "feliz" com o carinho e a solidariedade recebidos de pessoas simples nos dois dias em que ficou em Manaus (AM). "Nosso país é de gente generosa e essa generosidade é muito importante", comentou. Para ela, o preconceito contra o câncer é menor agora porque "há um clube de homens e mulheres que enfrenta essa doença ou conhece alguém que passa por isso". O publicitário João Santana, que orienta Dilma, disse a auxiliares de Lula que a descoberta do tumor pode tornar a candidata mais "humana" aos olhos da população.

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