André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

Não queremos 'circo' em operações da PF, diz ministro da Justiça

Ao confirmar que governo vai liberar de uma só vez, o restante do orçamento previsto para a corporação neste ano, Eugênio Aragão afirmou que, em sua gestão, delegados têm sido 'mais discretos'

André Borges, O Estado de S.Paulo

29 Abril 2016 | 18h58

BRASÍLIA - O ministro da Justiça, Eugênio Aragão, confirmou que o governo vai liberar, de uma só vez, o restante do orçamento da Polícia Federal (PF) previsto para este ano. Serão R$ 160 milhões, que se somam a outros R$ 840 milhões que a PF já recebeu.

O ministro disse que o dinheiro servirá para que a PF execute plenamente seu trabalho e, paralelamente, não faça “um circo” em suas operações. “Para fazer as operações, a PF precisa de dinheiro. Nós nunca embarreiramos essas operações. O que não queremos é que elas sejam um circo”, afirmou Aragão.

Em tom de despedida do governo, o ministro disse que corre com as ações do ministério para que elas sejam executadas até o dia 11 de maio, quando está prevista a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no plenário do Senado.

Com menos de dois meses no cargo, Aragão afirmou que, em sua gestão, os delegados da PF têm adotado uma postura mais discreta do que na gestão do ex-ministro José Eduardo Cardozo. Ele elogiou a condução dos trabalhos pelo diretor-geral da PF, Leandro Daiello Coimbra.

“Os delegados têm sido mais discretos no meu período, mais profissionais, para que não haja nenhum desvio de conduta”, afirmou. 

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