"Não provaram nada", reafirma Jader

O presidente licenciado do Senado, Jader Barbalho(PMDB-PA), afirmou que a perícia judicial por ele requerida nos documentos que foram analisados pela 5ª Câmara do Ministério Público Federal vai demonstrar que nunca houve desvio de recursos públicos do Banco do Estado do Pará entre 1983 e 1987. "Nem o Ministério Público, nem o Banco Central e muito menos o Banco Itaú do Rio de Janeiro conseguiram demonstrar qualquer prova de movimentação de dinheiro público em minhas contas. O que há é muita estupidez de se querer vincular um episódio ocorrido há 17 anos com o exercício do meu mandato", disse o senador. Por conta disso, Jader entende que a comissão criada no Senado para investigá-lo não tem como levantar contra ele qualquer acusação que implique no seu enquadramento por quebra de decoro parlamentar. E anunciou que na terça-feira, 18, estará em Brasília, "firme e forte", para reassumir a presidência do Senado. Questionado sobre a afirmação do corregedor do Senado Romeu Tuma (PFL-SP), de que haveria provas para provocar sua cassação, Jader acrescentou que não aceitará "nenhum tipo de violência" que ponha seu mandato em risco. Segundo ele, já se fez muita "pirotecnia" em torno do assunto. Mas, agora, não é possível que alguém queira ter seus "10 minutos de glória" às suas custas. Jader disse que o prazo de 60 dias concedido para que as investigações contra ele fossem realizadas pelo Senado está se expirando, mas observa que nenhuma prova foi obtida, apesar do "massacre da imprensa". "Primeiro, inventaram que eu teria sido visto num hotel em São Paulo recebendo cheque de U$$ 4 milhões. O empresário citado desmentiu isso em depoimento na Polícia Federal. Depois, montaram uma fita em Manaus dizendo que eu queria R$ 10 milhões para liberar projeto na Sudam. A perícia da Unicamp provou que a fita era falsa".

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