Mrcelo Camargo/Agência Brasil
Mrcelo Camargo/Agência Brasil

'Não vou sair deste governo', diz ministra Damares Alves

Revista 'Veja' informou que ministra teria pedido ao presidente Jair Bolsonaro par deixar a pasta de Mulher, Família e Direitos Humanos

Lucas Rivas, Especial para o Estado

03 de maio de 2019 | 09h47

PORTO ALEGRE - A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, negou nesta sexta-feira, 3, que tenha pedido para deixar o governo do presidente Jair Bolsonaro, em resposta a matéria publicada na revista Veja, que publicou a informação.  

Em entrevista à Rádio Guaíba, de Porto Alegre, Damares afirmou que ficará no cargo “até o onde o presidente aceitar e até onde a minha saúde suportar”, assegurou. “Eu não vou sair deste governo. Nós estamos com tantos projetos iniciando agora. Tem tanta coisa pra fazer e não há nenhuma intenção de deixar o governo.”

As declarações são uma resposta da ministra a uma reportagem veiculada na revista Veja, que informa que Damares teria pedido a Bolsonaro para deixar o governo. De acordo com a publicação, ela já teria se reunido com o presidente e informado sua decisão, justificando que estava cansada e que precisava cuidar da saúde. 

Ela emitiu uma nota à imprensa e também o usou o Twitter para reforçar sua posição. "Esclareço que não pedi para deixar o governo. Fico até quando o presidente quiser e Deus me der saúde. E olha, tenho muita. Também estou com muita disposição para ajudar a mudar o país", escreveu.

À rádio, ela evitou criar atrito com a imprensa e afirmou que a publicação da Veja não se trata de uma fake news, mas, sim de um mal entendido. “Não é fake news, mas um mal entendido. Alguns jornalistas conversaram comigo e eu disse que ficarei nesse governo até quando o presidente desejar e precisar de mim, e até quando a minha saúde aguentar. E eles (jornalistas) devem ter entendido diferente”, pontuou.

Segundo a Veja, a ministra estaria recebendo ameaças de morte, que a fizeram abandonar a residência onde morava, em Brasília, para viver em um hotel na capital federal. “Por recomendação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), Damares também não costuma antecipar a agenda, circula pela cidade escoltada e um segurança fica postado na entrada de sua sala durante todo o expediente”, publicou a revista.

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