EFE/EPA/HARISH TYAGI
EFE/EPA/HARISH TYAGI

‘Não preciso fritar ministro para demitir’, diz Bolsonaro sobre Moro

Em entrevista a emissora de TV, presidente ressalta papel de governos estaduais em resultados de segurança pública

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2020 | 20h35

SÃO PAULO – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido-RJ) negou qualquer atrito com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e disse que não precisa ‘fritar’ publicamente ministros com a intenção de demiti-los. Em entrevista ao Jornal da Band , da TV Bandeirantes, nesta sexta-feira, 24, o presidente elogiou o trabalho de Moro à frente da pasta, mas ressaltou o papel de governos estaduais na melhoria de índices de segurança pública do País. 

“(Moro) está fazendo um bom trabalho no tocante à segurança, juntamente com os secretários de Estado. Não é o trabalho nosso apenas, ele faz a parte dele”, disse Bolsonaro. “Eu não preciso ‘fritar’ ministro para demitir.”

Moro já foi criticado por governadores após dar declarações que ressaltam seu papel na diminuição de homicídios no País. O tema é atribuição dos governos estaduais, e discutido em fóruns como o Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, que articula ações em conjunto entre governos estaduais. 

Em viagem oficial à Índia, Bolsonaro descartou a recriação do Ministério da Segurança Pública – uma ideia que, dois dias antes, estava em estudo. Ele negou que a ideia, feito após uma reunião com secretários estaduais da área de Segurança Pública, tivesse a intenção de esvaziar o papel de Moro no tema. 

“Nenhum ministro meu vive acuado, com medo de mim. Minhas ações são bastante pensadas, e muito bem conversadas antes”, disse o presidente à TV Bandeirantes. “Todos os meus ministros são tratados de maneira igual. Eu tenho poder de veto, quem dá o norte sou eu.”

Bolsonaro atribuiu a repercussão sobre um possível desmembramento do Ministério da Justiça e da Segurança Pública à “maldade” de algumas pessoas, sem especificar de quem estava falando. Segundo o presidente, o “barulho” foi criado pela impossibilidade de uma resposta negativa ou positiva na hora à proposta de alguns secretários de Segurança estaduais de recriação da pasta da Segurança Pública.

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