Não precisava desse estresse, afirma prefeito do Rio

Não precisava desse estresse, afirma prefeito do Rio

Após entrar com ação judicial contra União, Eduardo Paes disse que fará acordo sobre pagamento de dívida do município

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

31 de março de 2015 | 12h35

RIO - O prefeito Eduardo Paes (PMDB) disse nesta terça-feira, 31, que, depois de uma "crise política desnecessária", fará um acordo judicial com a União sobre o pagamento de dívida do município,  mas que o Congresso precisará aprovar uma regra que tenha validade para todos os Estados e municípios. Para o prefeito, "não precisava desse estresse". 


Paes informou que o ministro da Fazenda,  Joaquim Levy, aceitou a proposta levada pela prefeitura do Rio de depositar em juízo as parcelas da dívida com o valor atual e depois receber de volta o que foi pago a mais ao governo.  Com esse acordo,  o governo adiará a regulamentação da lei que criou novo indexador para as dívidas de Estados e municípios com a União.  


Até o momento apresentou ação judicial para exigir a adoção do novo indexador da dívida, conforme lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff no ano passado.


"Essa proposta foi levada por mim na segunda-feira da semana passada durante um jantar (com Levy) na casa do vice-presidente Michel Temer. Passamos uma semana em uma crise política desnecessária para depois aceitarem o que foi proposto no jantar. Vamos fazer um acordo  nos autos do processo. Aguardo como será encaminhado no Senado e na Câmara porque não é uma questão só do Rio", afirmou o prefeito.


Paes elogiou a atuação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo,  "na busca do entendimento" e disse ter sido "tremendamente constrangedor" entrar na Justiça contra o governo da aliada presidente Dilma. Reiterou, porém,  que não aceitava continuar pagando "juros de agiota" cobrados pelo governo.


"Não precisava desse estresse.  A gente precisa conversar", afirmou o prefeito sobre a resistência inicial da ministro da Fazenda em aceitar a proposta. Paes falou ontem com o prefeito de São Paulo,  Fernando Haddad (PT). "Ele disse que gostou da solução", afirmou o prefeito carioca. 

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