''Não podemos ter ansiedade por uma condenação''

Roberto Gurgel: procurador

Entrevista com

, O Estadao de S.Paulo

20 de maio de 2009 | 00h00

Apesar de tantos inquéritos e denúncias, nenhum parlamentar foi condenado até hoje pelo Supremo. Por quê?Vivemos um tempo de muito progresso nessa área. Antes, parlamentares sequer eram objeto de investigação ou denunciados. Hoje temos inquéritos instaurados e parlamentares sendo denunciados. É apenas uma questão de tempo para que as primeiras condenações aconteçam. O que me parece é que não podemos ter ansiedade por uma condenação. Ela deverá vir naqueles casos em que as provas autorizem a condenação. O Ministério Público tem sido acusado de fazer conluio com a Polícia Federal e com juízes de primeira instância. Isso existe?Isso é uma demonstração muito eloquente de que a instituição está funcionando. Na medida em que a instituição funciona bem, seu trabalho é realizado com eficácia, ela incomoda setores poderosos da sociedade. E faz parte essa reação.O fato de o procurador-geral ser livremente escolhido pelo presidente da República tira a independência do MP?Não vejo isso. Aristides Junqueira foi reconduzido pelo presidente Fernando Collor. E o procurador denunciou Collor. Antonio Fernando foi indicado e reconduzido pelo presidente Lula e fez a denúncia do mensalão, que envolveu pessoas próximas ao presidente.F.R.

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