Não podemos subir no salto alto, diz Dilma sobre CNI/Ibope

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira mostra recorde da popularidade do presidente Lula

Leonencio Nossa, de O Estado de S.Paulo

27 de março de 2008 | 18h13

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, disse há pouco, em entrevista, que a pesquisa Confederação Nacional da Indústria (CNI)/Ibope conferindo recorde de popularidade ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser encarada com modéstia pelo governo. "Não podemos subir no salto alto. Não temos de achar que a questão do país está resolvida, mas está claro que o caminho trilhado tem o reconhecimento da população", assinalou.  Veja também:  Economia faz disparar popularidade de Lula  48% acham a reforma tributária importante  Escalada pelo presidente Lula para conversar com a imprensa, logo após a inauguração de uma loja de eletrodomésticos e de um banco popular em Água Fria, bairro da periferia do Recife, considerou que o bom resultado da pesquisa para o governo não é um reflexo apenas do bom momento da economia interna, mas deve-se sobretudo à política de transferência de renda do governo, citando o Bolsa-Família, o Luz para Todos e o Pronaf.   "Estamos no caminho certo. O mais importante é que milhões de brasileiros estão tendo oportunidade de ter um padrão de consumo antes restrito à classe média. Milhões de pessoas estão deixando as classe D e E para ir para a C.", concluiu. 'Não sou candidata' A ministra-chefe negou ser pré-candidata à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas admitiu ter gostado da recepção que teve, no Recife, nos eventos ao lado dele.  Classificou como "casual" o fato do presidente da República ter enfatizado que faria o seu sucessor em discurso de improviso ao lado dela. " O presidente fala várias coisas ao meu lado, até porque passamos uma parte significativa dos últimos dias juntos", minimizou. Minimizou, igualmente, o fato de ter dado autógrafos e posado para fotos ao lado de populares no Nordeste. "É da tradição da população brasileira ser muito afável. A gente gosta de retrato como japonês. Hoje, está até mais acessível ter máquinas de fotografia e celulares. Vocês (jornalistas) botam a gente na imprensa e dão uma certa familiaridade para as pessoas. Devemos isso a vocês", assinalou.  Um repórter emendou: "e ao presidente, não é, ministra?". A ministra da Casa Civil respondeu: "ao presidente Lula, nós devemos tudo. É por causa dele que o governo é o sucesso que é".

Tudo o que sabemos sobre:
CNI/Ibope

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.