Não podemos demonizar as empreiteiras, diz Dilma

Na primeira entrevista após a nova onda de prisões da Operação Lava Jato, a presidente afirmou que as pessoas envolvidas devem ser punidas e que não haverá carimbo nas empresas do caso

FERNANDO NAKAGAWA, Estadão Conteúdo

16 de novembro de 2014 | 09h23

A presidente Dilma Rousseff disse que não vai "colocar carimbos" e não vai "demonizar" as empreiteiras envolvidas no escândalo de corrupção na Petrobrás descoberto pela Polícia Federal na operação Lava Jato. Na primeira entrevista após a nova onda de prisões no caso, Dilma disse que são as pessoas que devem ser punidas.

"Não dá para demonizar todas as empreiteiras desse País. São grandes empresas e se A, B, C ou D praticaram malfeitos, atos de corrupção ou corromperam alguém eles pagarão por isso. Isso não significa que a gente vai colocar um carimbo na empresa. Não se faz isso", disse em entrevista após participar da reunião das 20 maiores economias do mundo, o G-20.

Para a presidente da República, a reação do País à descoberta da corrupção na maior empresa brasileira servirá como "um teste". "Tratar dentro da normalidade democrática um caso desses é o nosso teste também. É sabermos que nem todos são culpados e não dá para pegar e estender a culpa de uns para todos. Não dá para fazer isso", disse, ao defender que a culpa será "individualizada em todos os casos". "Não vamos julgar a empresa X ou Z a não ser que ela esteja 100% indiciada, o que não é o caso".

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