Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

'Não podemos aceitar eleições indiretas', diz Gilberto Carvalho

Ex-ministro do governo Dilma diz que vai batalhar para que bandeira seja rejeitada pela esquerda

Leonencio Nossa, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2017 | 16h15

BRASÍLIA - Um dos participantes da manifestação desta quarta-feira, 24, contra as reformas e pela renúncia do presidente Michel Temer, o ex-ministro do governo Dilma Rousseff, Gilberto Carvalho, disse que trabalhará para que a esquerda não participe de acordo por eleições indiretas. "As eleições indiretas significam a continuidade das reformas. Não podemos aceitar. Vou defender que nós não legitimemos essa eleição", afirmou ao Estado.

Em meio a bombas que são lançadas na Esplanada dos Ministérios nesta tarde para conter os manifestantes, Carvalho disse que, entre os nomes apresentados para uma eventual eleição indireta, alguns são mais "decentes" que outros, porém nenhum unirá o Congresso. A maioria ficará, segundo ele, para os "golpistas". "Este é um processo que ainda vai longe, mas essas manifestações são o começo. Espero que consigamos sensibilizar o Congresso e a opinião pública de que chegamos ao limite desse governo", afirmou.

Carvalho criticou a repressão das polícias ao movimento de hoje. "É a maior manifestação que eu já tinha visto em Brasília. Não podemos aceitar essas ações desses bandidos e golpistas que tentam reprimir as pessoas", disse. "Meu lugar é aqui e vou continuar aqui", afirmou.

No momento em que o ex-ministro falava com a reportagem, a polícia disparava uma série de bombas entre os ministérios do Itamaraty e do Planejamento. Logo depois, houve uma grande correria no gramado, quando a polícia passou a jogar bombas do outro lado, em frente ao Ministério da Justiça.

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