'Não podemos aceitar acusações genéricas', diz ministro

O ministro José Eduardo Martins Cardozo, da Justiça, afirmou neste domingo que todos os indícios de irregularidades existentes no âmbito da Operação Lava Jato provocaram a abertura de inquéritos policiais que estão em curso sem qualquer interferência política. "O desejo real é que se apure os ilícitos e puna-se os eventuais responsáveis", declarou Cardozo.

FAUSTO MACEDO, Estadão Conteúdo

12 de outubro de 2014 | 16h53

A Lava Jato foi deflagrada no dia 17 de março de 2014 e identificou suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro na Petrobras, entre 2004 e 2012, período em que Paulo Roberto Costa ocupou o cargo de diretor de Abastecimento. Costa fez delação premiada e revelou que pelo menos 32 parlamentares teriam recebido propinas. Nas buscas na residência e no escritório da empresa de consultoria de Costa, a Polícia Federal apreendeu documentos, ainda no mês de março, que levaram à abertura de novos inquéritos, alguns relativos a contratos de concessões públicas. "Isso não quer dizer que todos os contratos de concessões do governo federal estejam sob suspeita", alertou o ministro.

Cardozo anotou ainda que "não procede a informação de que todas as empresas que contrataram com o governo federal participem de organização criminosa ou estão sendo investigadas". "É importante que se esclareça que quaisquer tentativas de se fazer acusações genéricas sem qualquer base na realidade apenas têm por objetivo criar insegurança jurídica e indesejável incerteza econômica, o que não podemos aceitar", advertiu o ministro da Justiça.

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