Não pode ser aliado só na hora da foto, critica líder do PT na Câmara

Deputado José Guimarães (CE) reconhece 'fogo amigo' entre parlamentares da base do governo e aposta em diálogo para melhorar relação entre a presidente Dilma e o Congresso

O Estado de S. Paulo

05 de agosto de 2013 | 11h32

Diante do período de maior desgaste na relação entre a presidente Dilma Rousseff e o Congresso, o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães (CE), reconheceu a ação do chamado "fogo amigo" entre os aliados e qualificou a atuação desses parlamentares como uma "categoria nova" na base do governo. "Não diria [que são] inimigos. Tem aliados que votam constantemente contra o governo. É uma categoria nova aqui na base", disse o deputado em entrevista à Rádio Estadão, nesta segunda-feira, 5.

 

No domingo, 4, o Estado mostrou que o "núcleo duro" de apoio ao governo na Câmara, que já foi formado por 17 partidos, agora abriga apenas petistas e remanescentes de outras sete legendas. O número de deputados que votam com o governo 90% das vezes ou mais é composto por 101 de um total de 513 parlamentares, contra 306 observados em 2011.

 

José Guimarães criticou a conduta dos "rebeldes". "Não posso ser governo durante o dia, quando a presidente chega no Estado para bater foto, e à noite aqui [no Congresso] votar contra. Tenho essa opinião, mas vamos buscar corrigir isso", afirma.

 

Na tentativa de acalmar os deputados e senadores, Dilma já liberou R$ 6,8 bilhões em emendas parlamentares e nesta segunda reúne-se com líderes de partidos da base para acertar a pauta dos próximos dias. Nesta semana, o Congresso retoma as atividades e projetos de lei que podem comprometer as contas do governo preocupam o Planalto, como Orçamento Impositivo, a criação do passe livre estudantil e o destino de recursos dos royalties do petróleo para saúde e educação.

 

Para o líder do PT na Câmara, a reunião com a presidente sinaliza uma busca de diálogo com os parlamentares e não de "enquadrar a base". "O Congresso precisa entender bem o gesto da presidente. É um gesto fundamental para buscar um direcionamento, uma recomposição da base no Congresso", diz.

 

 

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