'Não me preocupei com prisão de advogado de Maluf', diz Lula

Ricardo Tosto, conselheiro do BNDES< foi preso na Operação Santa Tereza, da PF, na última quinta-feira

Anne Warth, da AE e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2008 | 19h59

O presidente Lula disse nesta sexta-feira, 25, que "não ficou preocupado" com a prisão de um conselheiro do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o advogado do ex-prefeito Paulo Maluf Ricardo Tosto. "Não fiquei preocupado", afirmou o presidente ao ser indagado sobre suspeitas de corrupção na instituição. "Veja, não tem nada a ver com o papel que ele (Tosto) tinha no conselho. A impressão que se tem é que o cidadão cometeu isso, um deslize, não porque era conselheiro."   Veja Também: PF investiga prostituição e encontra fraude no BNDES Especial: as ações da Polícia Federal no governo Lula  PF prende 50 acusados de fraudes contra a Previdência no ES   Lula declarou: "Quando a pessoa quer cometer um delito ou quer praticar mau caratismo, cada pessoa se aproveita de qualquer oportunidade."   O presidente confundiu a Operação Santa Teresa - que desmontou suposto esquema de desvio de recursos do BNDES e que levou 10 lobistas, empresários e advogados, entre eles Ricardo Tosto - com outra missão da Polícia Federal, a que foi deflagrada na quinta-feira no Espírito Santo para combater fraudadores da Previdência, com 40 detidos. "Graças a Deus, depois de um ano e meio de investigação a Polícia Federal pega 40 pessoas. E todas as pessoas que foram pegas serão punidas de acordo com a lei."     O Escritório de Advocacia Leite, Tosto e Barros, do advogado e integrante do Conselho de Administração do BNDES, Ricardo Tosto, preso nesta quinta-feira, 24, pela Polícia Federal na Operação Santa Teresa, que apura desvio de recursos da instituição e outros crimes, enviou nota dizendo que o advogado não teve participação nas concessões de créditos investigadas.

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