''Não me arrependo do bate-boca. Fui provocado e reagi''

Para o senador, está claro também que Sarney não vai renunciar e será absolvido pelo Conselho de Ética

Leandro Colon, O Estadao de S.Paulo

08 de agosto de 2009 | 00h00

O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) responsabilizou os tucanos pelo bate-boca com Tasso Jereissati (PSDB-CE) na quinta-feira. Ele afirmou que não se arrependeu das palavras proferidas ao colega. "Não me arrependo, não. Como me arrepender se ele provoca?", afirmou Renan Calheiros ao Estado. "Eu sou um conciliador por natureza", disse ele, acrescentando, porém: "Por mais que você esteja preparado para não responder, na hora é difícil."O sr. se arrepende do bate-boca?Não me arrependo, não. Como me arrepender se ele provoca? Fica gritando, querendo botar as pessoas para fora do Senado. Fui provocado, reagi. Por mais que você esteja preparado para não responder, na hora é difícil.O senhor o chamou o senador Jereissati de ''coronel de merda''?Não quero falar sobre isso, não. Já passou. O senhor não acha que o episódio de quinta-feira pode levar o Senado a um cenário imprevisível? Sou um conciliador por natureza. É importante desaquecer e parar essas provocações, que acabam tendo reações. Essas pessoas que não têm hábito de conversar devem, pelo menos, aguardar um pouco as conversações. Mas naturalmente não estou me referindo a ninguém. Não é ruim para o presidente Sarney esse bate-boca? Ruim estava na semana passada. Diziam que o presidente Sarney iria renunciar, que a família estava querendo que ele renunciasse. Está claro que ele não vai renunciar e vai ser absolvido pelo Conselho de Ética.O senhor não acha que usou termos pesados na leitura da representação contra Arthur Virgílio em plenário? Quando o PSDB entrou com aquelas três representações (contra Sarney), infelizmente obrigou o PMDB a fazer o mesmo. O presidente Sarney já fez um apelo pela paz e deve fazer um novo chamamento para que as lideranças possam conversar. O presidente vai fazer isso, então? Acho que ele deveria fazer isso. Ele já fez no plenário com aquele discurso convincente. Acho que ele deveria chamar as pessoas para conversar. O estado de espírito do PMDB é colaborar com a crise. O Arthur Virgílio chegou ao cúmulo de dizer que, para fazer uma crítica a ele, seria preciso trazer um homem da China. O PMDB ouviu tudo isso, suas bravatas.

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