''''Não me arrependo de ajudar as pessoas''''

O governador Cássio Cunha Lima garante que o programa que distribuiu 35 mil cheques pelo Fundo de Assistência Comunitária do Estado foi fundamentado em lei e funcionou desde antes da eleição, sendo suspenso no início da campanha. Ele nega que o programa tenha mudado o mapa de votação na disputa de 2006 e afirma não se arrepender do projeto e adianta que já recorreu da decisão. Eis a entrevista, feita por telefone:Sua defesa alegou que o programa se baseava numa lei de muitos anos. De quando é a lei?A lei existe, o programa foi baseado em procedimentos legais. O atendimento foi realizado antes da campanha porque uma liminar da Justiça suspendeu o programa durante o processo eleitoral.Quando os benefícios começaram a ser distribuídos? O programa teve origem num convênio entre o Fundo de Combate à Pobreza, que vários Estados têm, e a Fundação de Assistência Comunitária, que existe há muitos anos e não foi criada no meu governo. O programa começou em 2005, cumprindo assim a exigência da Lei Eleitoral, que obriga iniciar antes do ano eleitoral. O programa tem alguma semelhança com o Bolsa-Família?São programas semelhantes, com procedimentos distintos. O nosso tem o acompanhamento de assistentes sociais para checar a necessidade de demanda específica, cadeira de rodas, por exemplo.A Justiça computou 35 mil atendimentos. O número é correto?Sim, mas não foi em cima da eleição e sim desde 2005.O Bolsa-Família foi muito criticado na campanha de 2006. Como prestar assistência sem ser criticado?Se você faz, é acusado de oportunismo, se não faz, é acusado de omissão. Se me perguntarem se me arrependo, digo: não me arrependo um milímetro de ajudar pessoas a viverem um pouco melhor. O programa continua em vigor?Estamos retomando agora. Há um mês começamos a Ciranda de Serviços, hoje eu lancei outro programa, o Meu Trabalho, e estamos retomando o programa de assistência através da própria Ciranda.Nos locais onde o programa foi aplicado mais intensamente, sua votação aumentou em 2006?Obtive no segundo turno de 2006 os mesmos 51,3% que havia obtido em 2002, quando fui candidato de oposição. Em mais de 70% das cidades em que a Ciranda prestou mais serviços, eu perdi a eleição, como em 2002.

Entrevista com

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