'Não mando no governo venezuelano', diz ministro sobre voo da oposição

Pais não quer autorizar pouso de voo que levaria senadores do PSDB a Caracas na próxima quinta-feira

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

16 de junho de 2015 | 14h27

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Jaques Wagner, rechaçou nesta terça-feira, 1, as críticas feitas por alguns integrantes da oposição de que o governo brasileiro não estaria se empenhando para garantir o sobrevoo e o pouso de uma comitiva de senadores brasileiros, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), em apoio a opositores do governo da Venezuela.

Questionado se a falta de resposta desde sexta-feira do governo comandado por Nicolás Maduro não é uma resposta negativa, o ministro respondeu: "Não mando no governo venezuelano".

Em visita ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), Wagner afirmou não ser verdade que o Executivo não quis ceder o apoio para a oposição. Ele disse que o pedido, "absolutamente corriqueiro" foi feito e está sendo avaliado pelo governo do país vizinho, a quem cabe a decisão final sobre a autorização.

"Qualquer avião da FAB, para sair daqui e ir a qualquer lugar, ele pede ordem de passagem pelo espaço aéreo e para o pouso. Não é verdade que tenha sido negado. O presidente Renan sabe disso, e o presidente Aloysio (Nunes Ferreira, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado) sabe disso. Eles acompanharam tudo", afirmou.

Wagner disse já ter feito tratativas para convencer o governo venezuelano a autorizar o voo da FAB, citando os esforços empreendidos por representantes diplomáticos, como o embaixador e o adido militar. Mas destacou que a gestão do país vizinha é soberana para emitir a operação. "Não depende de mim", disse ele.

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