Não houve dinheiro de Cuba na campanha de Lula, diz Palocci

O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, foi enfático ao afirmar, na CPI dos Bingos, que nenhum dinheiro de Cuba e de nenhum outro país foi direcionado, em 2002, para a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência. "Esse é um caso um pouco fantasioso. Eu não tinha nenhum relacionamento com autoridades do governo de Cuba", disse Palocci, que foi coordenador do programa de governo de Lula. Palocci confirmou que pegou carona algumas vezes no avião do empresário José Roberto Colnaghi durante a campanha eleitoral de 2002, no trajeto entre Ribeirão Preto e São Paulo. Colnaghi é apontado como dono do avião em que teriam sido transportadas, de Brasília para São Paulo, três caixas de bebida com dólares de Cuba para a campanha de Lula. O dinheiro teria sido levado por Vladimir Poleto, ex-assessor de Palocci na Prefeitura de Ribeirão Preto. Em depoimento anterior à CPI, Poleto confirmou a viagem, mas disse desconhecer o conteúdo das caixas. BingosO ministro da Fazenda negou também ter feito reunião com empresários do Bingo, na campanha eleitoral de 2002. Ele também disse que jamais discutiu com esses empresários a questão da legalização do bingo no País. Palocci disse ainda desconhecer a informação sobre eventuais doações de empresários do bingo, para o então candidato à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva.

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