Não houve abuso a brasileiros na Espanha, diz Patriota

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta terça-feira, 30, que os quatro brasileiros barrados no domingo no aeroporto de Madri não cumpriam os requisitos para serem admitidos na Espanha. O grupo, que teria confirmado que iria trabalhar na Europa, não teria os documentos regulares.

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

30 de julho de 2013 | 18h40

De acordo com o ministro, o Consulado Geral em Madri entrou em contato com os quatro e não teria havido abuso de autoridade. "Não houve reclamação ao Consulado em relação às condições da sala em que ficaram retidos. Desde o primeiro semestre de 2012, Brasil e Espanha estabeleceram mecanismos pelo qual o consulado geral em Madri é informado de todos os casos de inadmissão", informou o ministro.

O grupo só embarcou de volta nesta terça-feira. Nesse período, ficaram em uma sala no aeroporto de Barajas. De acordo com Patriota, isso aconteceu porque a companhia aérea usada por eles só opera voos entre Espanha e Brasil três vezes por semana.

Segundo Patriota, o número de brasileiros barrados na Espanha vem caindo desde que o Brasil adotou a reciprocidade e o governo espanhol concordou em negociar as condições nos aeroportos. Em 2011, 1.402 pessoas foram impedidas de entrar na Espanha. Em 2012, caiu para 510 e continuariam caindo este ano, mas o ministro não forneceu números. "Desde o início do mecanismo de monitoramento do consulado geral em Madri, não identificamos abusos por parte das autoridades migratórias espanholas", afirmou.

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