Amanda Perobelli/Estadão
Amanda Perobelli/Estadão

'Não haverá pacificação no Brasil enquanto Lula estiver preso', diz Gleisi

PT realiza ato para defender a liberdade do ex-presidente no dia do aniversário de 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

10 Dezembro 2018 | 20h44

SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP) - Após o presidente eleito, Jair Bolsonaro, pedir um "voto de confiança" dos que não o apoiaram na eleição, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, declarou que o País não ficará pacificado enquanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver preso. O petista foi condenado na Operação Lava Jato e está preso desde abril em Curitiba.

Em ato no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), Gleisi endureceu o tom contra o governo Bolsonaro e fez novamente críticas ao ex-juiz Sérgio Moro, que condenou Lula na Lava Jato e será o ministro da Justiça e Segurança Pública a partir de janeiro. "A defesa de Lula é a defesa de uma ideia, é a defesa de um projeto de um povo. E não haverá pacificação do Brasil enquanto Luiz Inácio Lula da Silva estiver preso", discursou Gleisi. 

Para tentar reanimar a militância após a derrota eleitoral e após oito meses da prisão de Lula, o PT promove um ato para defender a liberdade do petista e marcar os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos. No ato, realizado no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP), estão presentes dirigentes do PT, de movimentos e entidades aliados à legenda e o ex-candidato à Presidência pelo partido Fernando Haddad.

O partido relaciona a Declaração dos Direitos Humanos para reafirmar que Lula é um preso político. Militantes distribuem máscaras com a foto de Lula e reúnem cartas e cartões postais para enviar ao ex-presidente. Com um pedido de habeas corpus que teve julgamento interrompido no Supremo Tribunal Federal (STF), a legenda petista organiza levar militantes para passar o Natal e a Virada de Ano em frente ao prédio da Polícia Federal em Curitiba, onde o ex-presidente está preso desde 7 de abril. 

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