Nelson Jr./STF
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'Não haverá aumento de despesas', diz Gilmar Mendes sobre reajuste salarial a ministros

Ministro defendeu o fim do auxílio-moradia e de demais benefícios; reajuste de 16,38% deve respingar em todos os setores do funcionalismo público

Mateus Fagundes, O Estado de S.Paulo

12 Novembro 2018 | 22h32

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), defendeu na noite desta segunda-feira (12) o reajuste de 16,38% nos salários dos magistrados da Corte, mediante também o debate sobre o fim do auxílio-moradia. Para Gilmar, o reajuste é constitucional e se aplica na emenda que estabelece o teto de gastos.

"Quando nós encaminhamos a questão do reajuste, houve um entendimento que também haveria a queda do auxílio-moradia e de outros penduricalhos. Esta foi a orientação e creio que será esta a orientação a ser seguida", afirmou. "O fato é que não haverá aumento de despesas. Nós vamos ter de nos adaptar. Estamos cumprindo rigorosamente a Constituição", acrescentou o ministro, durante lançamento da segunda edição do livro Comentários à Constituição do Brasil, do qual é coautor. 

Sobre a possibilidade da queda do auxílio-moradia não compensar o reajuste, Gilmar limitou-se a dizer que esta é uma questão "complexa". 

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